27 de setembro de 2010

Criança não trabalha


Desculpem a falta de notícias, mas na
semana passada a mamãe despediu a faxineira


e estou tendo que trabalhar muito.


Ah ah ah! Brincadeirinha, eu não trabalho não.


Eu dou é um trabalhão!

19 de setembro de 2010

Escola nova


Se a minha antiga escola já era bonita, esta então, parece um parque!














Após o primeiro encontro com a diretora, a mamãe ficou muito satisfeita com a escolha (a escola é particular, mas convencionada com a prefeitura e as famílias pagam uma pequena mensalidade com base na renda familiar), mesmo tendo ouvido dela que "os pais que escolhem este jardim de infância por causa da enorme área verde já começam errando, pois a escola deve oferecer muito, muito mais às crianças pequenas".

Depois de uma segunda reunião - com a diretora, a orientadora e uma professora-, a mamãe começou a achar a escola de tipo Montessori um "cadinho" rígida. Além de ficar sabendo que o médoto montessori "não é apenas um método de ensino, mas sim O Método", ela também soube que os horários de entrada e saída devem ser rigorosamente respeitados, pois é imprescindível que todos os dias um dos professores receba e se despeça das crianças de forma cordial, calorosa e, principalmente, individual. A mamãe ficou tão impressionada com esta lição que até tentou, sem sucesso, mudar os horários das minhas sessões de fonoaudiologia.

Na terceira reunião, onde estavam presentes todas as mamães e papais e que durou mais de duas horas, além de ficar segurando o papai pelo braço pra ele não ir embora antes que o encontro terminasse, a mamãe aprendeu muito mais coisas, entre elas, como não me levar pra escola:

- Nada de chegar em cima da hora, carregando a criança no colo e equilibrando nas mãos bolsa, chaves do carro, celular, mochila, ursinho de pelúcia, etc, e entregá-la à professora com pressa. Afinal, não sou um pacote, mas um indivíduo!

- Para reforçar a auto-estima, a criança que sabe andar deve chegar à escola caminhando, com calma e confiante. A mamãe ou o papai devem esperar todo o tempo necessário (incluindo eventuais pausas para recolher pedrinhas pelo chão ou mudanças de idéia na metade do caminho que possam exigir, vez ou outra, volta e meia vou ver).

- Nada de puxar o indivíduo (sim, euzinha!) pelo braço para acelerar o passo ("afinal, quem gosta de ser arrastado?"). A mamãe ou o papai podem, no máximo, oferecer um dedo - e não a mão inteira! - para que a criança possa se apoiar, "se" e "quando" quiser e julgar oportuno.

- Para evitar que os pais falem em nome dos filhos como se eles não estivessem presentes e impedir interferências durante a recepção personalizada da criança, nada de avisos, recados ou recomendações às professoras no portão da escola. Todas as comunicações devem ser feitas por escrito, em um bilhetinho com a data e nome completo da criança, colocado no material escolar. Os papais que quiserem falam com os professores devem dirigir-se à secretaria na ausência dos filhos.

As aulas, ou melhor, o período de adaptação começa na próxima semana, e deve durar pelo menos duas semanas. Não quero falar em nome da mamãe, mas acho que ela está um tantinho ansiosa com o nosso primeiro dia de aula.

12 de setembro de 2010

O importante é saber levantar. E escapar!


A mamãe acha que eu caio muito. Com sapatos ou descalça, com botinhas ou sandálias, com meias anti-derrapantes ou na grama, a verdade é que vivo dando capotadas por aí. A mamãe já comentou isso com diversos médicos, que a tranquilam sempre dizendo pra ela não se preocupar, porque apesar de estar um pouco atrasadinha no crescimento, não tenho problemas de coordenação motora ou ortopédico.



Um dos fatores a contribuir para tantos tombos é a provável falta de equilíbrio por ouvir só de um lado, mas esta é somente uma hipótese (e que em breve saberemos se é real ou não). O certo é que sou muito espevitada e corajosa e que os tombos não me entimidam nem um pouquinho.

Enfim, o importante é saber levantar.


E escapar dos eventuais excessos de proteção!

7 de setembro de 2010

Falha na segurança


Tendo em vista a minha insistência em abrir e fechar os armários aqui de casa, nos últimos meses algumas portas e gavetas - as que guardam medicinais ou produtos de limpeza - ganharam lindos - e inúteis - fechos de segurança.




Estão achando que foi sorte de principiante? Então eu faço de novo.

3 de setembro de 2010

Ativação do segundo implante


Há exatamente um ano, eu fazia a primeira cirurgia de implante coclear. Agora já estou começando a usar o segundo (estivemos em Ferrara nos últimos dias para a ativação do segundo aparelho). Por coincidência, na mesma data do festival de artistas de rua que assistimos no ano passado. E como eu havia a previsto aqui, desta vez pude curtir muuuuita música. E isso com um aparelhinho só (o novo ainda não estava ativado)!

Mas como eu tinha muito o que fazer durante a ativação, a mamãe só conseguiu tirar uma única fotinho:



Então, deixo aqui algumas fotos da festa em Ferrara.







Música pra todo gosto






"Gande, mamma! Gande, gande!"






Roubando a cena. Literalmente.










Artista fingindo que é platéia.


Palhaço sem nariz.




Brasileiros na roda.






No próximo ano, trago a minha banda!

27 de agosto de 2010

Fim de férias


Infelizmente, acabaram-se as férias.


Vocês podem até achar que depois de respirar tanto ar puro,


e ver tanta paisagem,


e mais paisagem,


eu já estivesse me cansando da vida no campo...


Mas além das diversas plantinhas,


o que eu gostei mesmo foi do contato com os animais,


algumas vezes não tão próximo como eu gostaria,




outras, segundo a mamãe, até próximo demais,


e outras, ainda,


na medida justa.


Além disso, também passeei pelas pequenas cidades vizinhas,






onde eu pude me enfiar,


e espiar cada cantinho,




além de correr,


e posar para fotos.


E depois de tanto passeio, nada mais justo que um refresco.


De preferência, com água da fonte.






Mas nada disso - nem as maravilhosas rãs, nem as lindas amiguinhas Sara e Sophia que eu conheci ali e que não canso de repetir os nomes -, irão marcar a minha memória como estas duas figurinhas aqui:


Desde que os conheci numa festa em Città delle Pieve e fui parar lá em cima nos braços deles, não tem outro assunto que eu goste mais do que palhaços (como ou sem nariz vermelho) e passo o tempo inteiro subindo em todo canto, degrau ou cadeira que encontro pela frente só pra poder erguer os bracinhos e gritar lá de cima: "Gande mamma! Gande, gande!".

Por tudo isso, quando terminaram as férias e tive que entrar no carro de volta pra casa, abri o berreiro.



Mas a mamãe disse que as próximas férias não vão demorar muito...

Por isso, já estou planejando a próxima diversão!