28 de agosto de 2008

Pintando o sete


Sou número sete de novo. Deve ser o meu número da sorte...
Amanhã já vou estar por aqui de novo.
Torçam por mim!

27 de agosto de 2008

Tricô (momentaneamente) interrompido


Ainda não tive tempo de contar que a vovó Iara e a Maria Eduarda estão na minha casa. Bem, vocês podem imaginar o quanto estamos ocupadas em fofocar...

Mas hoje as notícias não são muito boas. Infelizmente a tal da hérnia voltou. Com força total. Tanto que eu vou ter que ser operada. Aconteceu ontem às cinco da manhã. Eu estava tomando a minha mamadeira quando comecei a resmungar, choramingar, gritar e até berrar de dor. A mamãe e o papai viram que a minha virilha estava inchada e me levaram logo para o hospital Bambino Gesù.

A ecografia constatou que o meu ovário esquerdo está fora do lugar correto e o único modo para corrigir o problema é passar por uma cirurgia. Mas não vou ficar aqui explicando os detalhes (quem quiser saber mais sobre o assunto pode ler aqui). O bom é que não foi preciso operar com urgência, pois a situação não é grave. Ainda assim, já me agarraram por aqui, porque vou operar na quinta-feira.

Volto pra casa na sexta. Aí sim vou poder contar o que toda essa mulherada junta está aprontando lá em casa (só posso adiantar que eu e a Eduarda estamos num amor que só vendo)...

25 de agosto de 2008

Cinquina


Hoje faz cinco meses que o mundo ficou mais bonito, perfumado, divertido, alegre e barulhento :o)

23 de agosto de 2008

A crueldade dos homens


Não pudemos passar por aqui antes porque a mamãe tem tido muito trabalho nos últimos dias. Não, eu não tenho nada com isso. É que esta semana ela voltou ao batente (no dia em que festejamos um mês da minha chegada em casa!).

E apesar de não ter que fatigar tanto como nos outros meses, a mamãe disse que trazer a sua parte do pão pra casa está cada vez mais árduo e chato. E que “o trabalho deve dignificar o homem e não a mulher” (não, o chefe dela não lê o blog e, se lê, não entende. Espero!).

Passo estes dias com o papai e aí, então, não tenho horário nem pra mamar, nem pra dormir. Ele fica encarregado de passar as notícias de casa por telefone, mas em vez de dizer “ta lindona” como fazia quando eu estava no hospital, o papai passa o telefone diretamente pra mim...

E mesmo não falando nem meia palavra, meus miados (ué, não sou uma gatinha?) causam um efeito tremendo na mamãe (imaginem só quando eu aprender a falar "vem logo que estou com saudades"...)

Ela disse que o papai é muito cruel em fazer isso. Ainda mais cruel do que quem inventou o trabalho...
:o(

20 de agosto de 2008

Pondo os pingos nos is


Alguém deve dar um basta na mamãe. Antes que eu vire um "chuchuzinho"!

"Gatinha", "tigresa", "pipoca", "batatinha", "bombom de cereja", "picolé", "pistachinho", "docinho de coco" (que ela nem gosta), "paçoquinha" (que ela adora, mas não vem ao caso) e (socorro!!!) "bebê maravilha" não são, definitivamente, apelidos adequados à reputação de uma criaturinha moderna como eu.

Oras, digo eu, "lindona" não seria bem mais simples?

18 de agosto de 2008

Troppo sonno


Mamãe: France, que horas são? A Alessia tá resmungando. Vai ver o que ela tem. É tua vez...
Papai: Sono quatro e mezzo. Já vi. Naum tein nada...
Mamãe: Então troca a fralda.
Papai: Já troquei.
Mamãe: Humm... Então dá a mamadeira.
Papai: Acabei de dar.
Mamãe: Humm...
Mamãe: ...
Mamãe: ...
Mamãe: ...
Mamãe: Então dá de novo!
Papai: ????

15 de agosto de 2008

Délicatesse


Ainda é cedo pra vestir bikini e exibir minhas lindas curvas pelas praias, mas nem por isso deixo de aproveitar o verão afro-italiano (e de arrancar alguns suspiros por onde passo). Todas as manhãs e fins de tarde saio com a mamãe e com o papai para dar umas voltinhas pelas redondezas e, no percurso, embora muito curto, encontramos várias pessoas sorridentes e dispostas a mais de dois dedos de prosa.

Acontece sempre: depois de admirarem a minha pequenez e elogiarem a minha formosura ("oh, che amore!"), cinco pessoas em cada dez perguntam se sou menino ou menina. Até aqui, a resposta da mamãe chega como um raio: rápida e radiante. “È una bimba”, diz ela orgulhosa (retribuindo em dobro o sorriso que era pra mim...).

Mas para a inevitável pergunta “quanto tempo ha?” (feita por 10 em cada 10 pessoas que encontramos), nem a mamãe nem o papai têm uma resposta na ponta da língua. E apesar de ouvirem a mesma interrogação todos os dias, eles ainda não entraram em acordo sobre o que dizer. Deste modo, tenho uma idade diferente para cada situação, conforme o tempo (e a disposição) que eles têm pra jogarem conversa fora.

Geralmente, tenho “mais de quatro meses, embora não pareça”, porque nasci “muito prematura”, mas apesar disso, estou “indo muito bem e crescendo rapidamente”. Às vezes, porém, eles contam a partir da data em que a cegonha deveria ter aterrisado e aí eu tenho “um mês” e sou “pequenina” porque nasci um “pouco antes do tempo”. Quando estão sem tempo (ou vontade?) pra explicarem porquê eu pareço tão mais jovem do que realmente sou, a mamãe e o papai calculam a data em que saí do hospital. Aí, então, tenho “apenas algumas semanas de vida”.

Mas euzinha, a direta interessada, acho essa conversa toda muito indelicada. Perguntar a idade a uma “signorina”... Francamente!! Até meu amigo hipopótamo sabe que isso não se faz!

13 de agosto de 2008

Charada



Adivinhe se puder: qual das duas é a verdadeira elefantinha rosa?

Dica: a do lado direito pesa 3.400 gr!

8 de agosto de 2008

Nem maior, nem vacinada





Esta manhã saí de casa linda e contente. Fui tomar a primeira dose da minha primeira vacina. Não gostei. Mesmo assim, daqui a uns dias tem mais!

Voltei irritada, com febre e cansada. Em casa, um calor danado! A mamãe e o papai mediram a minha temperatura, me deram mamadeira, trocaram a minha fraldinha, tiraram a minha roupinha pra me refrescar e me puseram pra dormir. Tudo isso sem desgrudarem os olhos da TV, que transmitia a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim.

A mamãe orgulhosa pelo Brasil, o papai vibrando "per l’Italia" e eu sem o menor espírito esportivo... Que Olimpíadas que nada, as vacinas sim é que deveriam acontecer somente a cada quatro anos.

E olhe lá!

6 de agosto de 2008

Presentinho pra vovó


Hoje mando um abraço graaaaande assim pra vovó Iara pelo seu aniversário! Parabéns vovozinha!

Ps. Não vejo a hora que você venha me conhecer!

5 de agosto de 2008

Genial


Não me entendam mal, continuo me comportando muito bem. Mas quando nem banho quente, seguido de mamadeira cheia, colinho da mamãe ou passeio de carrinho pelas esburacadas calçadas do bairro são suficientes pra me fazerem adormentar, só o balanço da rede...

É isso mesmo: apesar de não ser baiana, a solução que o papai encontrou pra me fazer dormir , ô xente vixe maria, é tiro e queda!

2 de agosto de 2008

Liberdade vigiada


A última semana foi muito movimentada. Além de ter ido à pediatra, que fica aqui perto de casa e é um tipo de clínico geral, fui também ao hospital Bambino Gesù para as visitas de controle com médicos especialistas.
Depois de me virar de cá e de lá, a neurologista disse que está tudo indo bem. A recomendação é que a mamãe e o papai me ajudem a estimular igualmente os lados direito e esquerdo do meu corpinho, pois ainda prefiro a posição da incubadora. Isso significa me segurar no colo com a mão direita e me dar a mamadeira com a esquerda (às 4h da madrugada, inclusive). Uma verdadeira ginástica pra eles. A boa notícia é que a minha cabecinha não está mais tão achatada de um lado (a mamãe fez bem em insistir com as enfermeiras pra que me mudassem sempre de posição e a continuar fazendo isso em casa).

A visita com o oculista também correu bem. Ele confirmou que o dr. Catena fez um “excelente trabalho” nos meus olhinhos e que os controles deverão ser feitos a cada mês e meio.

A dra. De Marchis, que me conhece de longa data, também me deu o seu OK e disse que só devo voltar no final de setembro.

E mesmo que a mamãe, o papai e a dra. De Marchis achem que eu ouço tudo direitinho, em setembro também irei refazer o teste auditivo, já que no primeiro eu não me saí muito bem ...

A mamãe acha que eu respondo mais a alguns sons do que outros, como à voz dela, por exemplo. Em compensação, ela acredita que passar um longo período sob os altos decibéis do hospital (leia-se choro de bebês, sensores, alarmes e, principalmente, animadas enfermeiras italianas) faria qualquer um ignorar muita coisa... Mas para ter certeza - e poder corrigir qualquer falha -, os exames devem ser precisos.

Mas o melhor de tudo é que (ueba!, finalmente) posso sair de casa todos os dias! Evitando, naturalmente, lugares fechados e as horas de sufoco do verão romano. Mas acalmem-se, ainda é cedo para tirar passaporte e fazer as malas. A minha bolsa, por enquanto, é pequenina: devo ficar nas redondezas :o(