O cavalo é um dos primeiros animais que aprendi a reconhecer e a descrever com as minhas lindas mãozinhas. Desde então, sempre que vejo um deles (de verdade ou não, ao vivo ou - mais frequentemente - na TV), vou logo fazendo o movimento ooop-ooop. Também não posso ver a mamãe ou o papai com as pernas cruzadas que vou logo subindo para uma boa cavalgada.
Por isso tudo já era hora que eu aprendesse a cavalgar realmente, vocês não acham?
E depois de treinar com um animal mansinho, foi a hora de subir num de verdade!
Bem, um pouquinho mais de treino e logo logo vocês vão poder me chamar de amazona. Afinal, a pose de cavaleira eu já arrumei!
Fomos até Ronciglione, uma cidade muita antiga (do tempo dos estruscos) para assistirmos a uma das festas de Carnaval mais famosas da região, mas a mamãe achou melhor não esperarmos pelo desfile dos carros alegóricos (ganha um doce quem advinhar por quê!).
Mas demos umas voltinhas para admirar o panorama,
vimos pessoas se preparando para festa,
outras ignorando completamente o evento,
e assistimos a shows de músicos e artistas de rua.
Enfim, a vantagemde não ter um Carnaval muito animado é não acordar triste na quarta-feira de cinzas!
Ô abram alas que o Carnaval está começando e amanhã vou botar meu bloco na rua! Isso, é claro, se o tempo deixar, visto que por aqui o frio continua sendo protagonista em toda e qualquer avenida... Ontem a temperatura caiu tanto que chegou até a nevar em Roma, o que não é nada comum.
Mas enfim, não vou desanimar, afinal, ser folião é uma questão de espírito! Por isso, já estou preparando minha fantasia de borboletinha para ir dar umas voltinhas, jogar confetes e serpetinas e comer muitos docinhos tradicionais.
Vejam só o meu ensaio meu geral aqui em casa (a fantasia, é claro, vai ser usada por cima de uma outra roupinha. Não por pudor, naturalmente!).
Ao contrário do que havíamos previsto, a minha primeira viagem ao Brasil ainda não tem data marcada. A mamãe e o papai tinham planejado passarmos alguns dias na casa da vovó Iara pra que eu e meus priminhos pudéssemos fazer um intercâmbio de peraltices e depois irmos todos juntos construir castelos na areia da praia...
Infelizmente, porém, o papai não vai conseguir tirar férias nos próximos três meses. A mamãe, mesmo desapontada, disse que até abre mão - temporariamente - da "família toda reunida", mas não das "férias da Alessia no Brasil"!
A questão agora é a viagem: só existem vôos direto na ida. No sentido inverso, de São Paulo para Roma, simplesmente não existem vôos sem escalas (ao menos pelas próximas semanas). A mamãe acha que com um pouquinho de esforço (e principalmente com a perspectiva de um longo descanso na chegada) até conseguiria a proeza de correr atrás de mim por mais de 14 horas ininterruptas, entre filas, aeroportos e aeronaves, mas se tiver que fazer isso na volta para a Itália e "com a saudades pesando na mala", é capaz de desmoronar mais rápido do que qualquer castelo de areia...
Nesta manhã de domingo ensolarado, antes de sairmos para ir almoçar na casa de amigos, a mamãe eu dançamos a beça aqui em casa, para o desespero dos vizinhos. Vocês podem até desconsiderar o nosso gosto musical ou achar que, tendo em vista a proximidade do Carnaval, um sambão seria mais apropriado...
Mas não se preocupem, mesmo longe do Brasil, já estamos preparando a nossa folia. Já já vou me exibir por aqui com minha fantasia e, claro, com muito samba no pé. Por enquanto, curtam esta aqui. Aumentem o som e bom domingo!
Dia desses a mamãe teve que passar o dia interinho fora de casa e o papai ficou encarregado de cuidar de mim o tempo todo, desde de manhãzinha até a hora do jantar. E apesar do frio polar, depois de me servir o café-da-manhã o papai me vestiu com um lindo "juntinho" escolhido por ele (entenda-se "conjuntinho" no português do papai), me levou para passear e para fazer compras (ganhei um lindo par de botas "idênticos aos que eu já tinha!", nas palavras da mamãe). E como o papai queria que eu chegasse à hora do almoço com bastante fome, passeamos tanto, mas tanto, que acabei adormecendo e almoçando somente às três e meia da tarde!
No final do dia, embora eu tivesse um pouquinho resfriada - e com uma pontinha de saudades da mamãe - fiquei muito satisfeita por ter tomado conta do papai e por ter aprendido várias brincadeiras novas, como entrar dentro do cesto de jogos...
e implorar pra me tirarem de lá!
Enfim, o papai tem razão, eu e ele formamos um fantástico "juntinho"!