Ontem fui assistir ao jogo da seleção em um bar brasileiro aqui em Roma.
No início, a mamãe e o papai estavam preocupados com o efeito que a barulheira da torcida (acompanhada por enormes caixas de som, tambores, repiliques, cornetas e apitos vários) pudesse causar no meu ouvudinho implanto.
Mas que nada, sai da minha frente... Durante o intervalo, e a cada gol do Brasil, o sambão animado entrava em campo: "bumbum-paticumbum-prucurundum”... E, como boa brasileira, caí no samba como o sangue comanda! Até o papai teve que se arrender, ao ouvir os diversos elogios à minha performance de sambista.

Eu só queria era subir no palco e não descer mais dali!
Hora de tirar as roupinhas...

e fazer picnic com os amigos!
- O calor finalmente chegou por aqui e já posso sair por aí com as pernocas de fora.
- Hoje de manhã a mamãe e o papai me levaram para fazer os exames de sangue e o eletrocardiograma pré-operatórios. Depois da picadinha e do hematoma que ganhei no bracinho aprendi a dizer "bua" (dodói em italiano).
- O papai está muito nervoso porque a mamãe não consegue entender a gravidade de ter uma pequena fileira de formiguinhas entrando na cozinha de casa. A mamãe até me apresentou algumas delas e desde então o meu passatempo preferido é segui-las.
- Começa (e termina hoje mesmo) a mostra coletiva de pintura onde a mamãe participa como artista, depois de ter frequentado o curso de desenho quase até o fim.
- O papai ficou muito bravo comigo porque empastei meus cabelos limpinhos com um tubo de creme para o corpo após ele ter feito um esforço enorme - e tanto malabarismo - pra me dar banho e me enxugar.
Ganha uma tartaruga quem me ajudar a trocar o nome que a mamãe deu a esse vídeo, registrado durante uma sessão de fono.
Humm...pensando bem, a tartaruga acho que nao vou dar nao... Mas um beijinho fica garantido!
O meu ouvidinho esquerdo também irá ganhar um implante coclear!
A operação está marcada para o dia 6 de julho, lá no hospital de Ferrara, com o super prof. Martini.
Quase todo mundo nota, mas só alguns perguntam o que é isto no meu ouvidinho.
Os velhinhos acham que se trata de mais uma modernidade da nova geração de pais ansiosos em satisfazer todos os desejos tecnológicos de suas crianças e quase nunca perguntam, com algumas exceções, como uma vovó que outro dia quis saber onde a mamãe tinha comprado a minha "presilhinha com pisca-pisca".
As mamães das crianças geralmente olham de rabo de olho, não perguntam nunca, se sentem embaraçadas porque os filhos olham insistentemente e saem puxando os próprios rebentos envergonhadas pela "indiscrição" deles. Já as crianças perguntam sempre e ouvem sempre a resposta com a maior naturalidade do mundo.
Já os homens...bem, estes nem sequer reparam...