30 de novembro de 2009

Mudando o visual


Para aqueles que, assim como eu e a tia Zuleid, achavam que este blog andava meio sem novidades, paradão, olha eu aqui de novo!

Depois de ter passado meses e meses arrancando insistentemente os aparelhinhos dos ouvidos que me ajudavam - pouco ou nada - a escutar, assim como as faixas e curativos que me grudaram depois da cirurgia e, mais recentemente, meu fantástico implante coclear da orelhinha direita, pra alegria da mamãe eu já estava ficando mais calminha no quesito "tira a maõzinha daí menina!"...até eu conseguir arrumar mais este curativozinho aí...

Mas não se preocupem, apesar do esparadrapo ser enorme, são apenas dois pontinhos que eu levei embaixo da sombracelha, ontem, depois que a mesinha da televisão decidiu se enfiar no meio do meu caminho.



A mamâe bem que tentou convercer a médica em me fazer um novo turbantinho como este aqui, mas pra minha sorte ela não quis que eu repetisse o visual.

Bem, até agora só arranquei uma pontinha do curativo, mas consigo tomar o café da manhã com o nonno Nicola,



colocar a leitura em dia,



e fazer um novo apelo (quase tão bom como este aqui) para que o papai volte logo da China e que, ao ver a minha carinha de anjo,



se decida a trazer, em vez de um, dois presentinhos!!

23 de novembro de 2009

Um mês da ativação


Há um mês da ativação do meu implante coclear já consigo ouvir quase tudo. Pelo menos é o que parece. Me viro sempre na direção dos sons e consigo até entender algumas palavras que a mamãe me diz mesmo sem ver os seus lábios. Um progresso e tanto vocês não acham?

Esse mini-vídeo foi feito agora há pouco, na sessão de fonoaudiologia. É bem curtinho, só pra registrarmos esta data tão importante pra mim e pra que o papai (que foi novamente pra China a trabalho) veja que estou fazendo a minha lição direitinho - e não se esqueça do presentinho que me prometeu!

19 de novembro de 2009

Almoço all'arrabbiata


Os truques da mamãe para me fazer comer são muitos. Quase nunca, porém, eles dão certo. Como este aí, por exemplo. É só a mamãe servir o almoço pra mocinha aí de baixo pra eu engatinhar em disparada em direção à mesa. Não para comer (que fique bem claro!), mas para agarrar meu babadorzinho e ter todos os meus pertences de volta!




Afinal, l'arrabbiata aqui de casa sou eu!

18 de novembro de 2009

Em tempos de gripe, quem puder vá para o Brasil


Nunca na história deste blog ficamos tanto tempo sem postar. É que ando um tantinho resfriada, com tosse e dando bastante trabalho pra mamãe (como vocês sabem, ainda preciso da ajuda dela pra escrever aqui...).

Hoje foi dia de consulta geral no Hospital Bambino Gesù e, tirando o resfriado, estou muito bem. A médica receitou alguns remedinhos contra a tosse, obviamente diferentes dos que a pediatra de base, homeopática, me havia prescrito e que, segundo ela, são "receitas da vovó que mal não fazem". Além dos medicamentos, a médica me prescreveu também algumas vacinas "obrigatórias" e outras "recomendadas". (Tenha calma, a melhor parte está por vir, mas se você for como eu, que só gosta de notícia boa, pule o próximo parágrafo e vá direto ao que interessa!).

Como eu ia dizendo, o inverno se aproxima e por aqui o terror às doenças infecciosas aumenta de modo inversamente proporcinal à diminuição da temperatura. Enfim, tenho que tomar a vacina contra gripe comum ("indispensável"), contra a gripe suína ("recomendada pelo Ministério da Saúde italiano para crianças prematuras"), as seis injeções mensais de Synagis contra a bronqueolite e uma vacina em gotinhas para prevenir a renite bactérica e que deve ser feita durante quinze dias por mês, durante todo o inverno. De acordo com a mamãe, dar-me esta vacina vai ser mais difícil do que curar a tal da renite, mas ela irá tentar. Já com relação à vacina contra o vírus H1N1, a mamãe e o papai ainda estão indecisos.

Mas a melhor sugestão da médica, que se revelou uma pessoa muito sensata, foi a de interromper os longos meses de inverno com uma breve estadia num "país quente". Bem, eu nem preciso contar pra vocês a cara de sabida que a mamãe fez pro papai dizendo: "Eu não te disse? Já estou marcando o bilhete!"

Agora é orientação médica. E essa não se discute!

12 de novembro de 2009

Deu sopa, eu mando ver


A mamãe bem que avisou ao papai que não era uma boa idéia...



Deixar eu comer um pedaço de "parmigiano" com as minhas mãozinhas poderia criar um mal hábito.



Ainda mais porque o novidade me agradou muito.



Agora é só encontrar um pedaço de queijo "dando sopa",



que trato logo de dar uma roidinha...

8 de novembro de 2009

Amansando a fera


As broncas da mamãe por eu arrancar meu aparelhinho do ouvido continuam. Ela está ficando cada vez mais brava comigo, pois uso o implante como estratégia para obter mais colinho e atenção. Mas como eu sou pequena mas não sou boba, já aprendi a amansar a fera. Quando sei que lá vem bronca, disfarço, finjo que não é comigo e mostro pra ela todo os animais que conheço na língua dos sinais: ensino pra ela como faz o gatinho do meu vestidinho, onde estão as orelhinhas do coelho e faço até - glub! glub! - a boquinha do peixe!



Por enquanto tem funcionado. Em todo caso, mamãe, antes que eu termine toda a Arca de Noé, dou uma risadinha e... smac! smac! muito beijinhos pra você!

6 de novembro de 2009

Pé de meia


Uma das razões pela qual não temos passado por aqui é que em seu pouco tempo livre a mamãe resolveu me fazer um cachecolzinho de lã. Acontece que com o implante coclear não posso usar roupinhas em tecido sintético, pois acumulam energia estática que desmagnetizam o programa do aparelhinho (o mesmo que acontece com os cartões de crédito) e aumentam a probabilidade que eu leve pequenas descargas elétricas (como aquelas que as pessoas levam algumas vezes ao abrirem a porta do carro).

E como por aqui o frio já começou, a mamãe procurou em várias lojas um cachecolzinho de lã ou qualquer outra fibra natural, mas só encontrou tecidos com acrílico ou em "pile" que, aliás, é a última tendência no vestuário invernal, inclusive para bebês. O jeito, então, foi arregaçar as mangas e partir para a prática.



E mesmo sem ter muita experiência com agulhas de tricô, a mamãe não entrega os pontos: já anda dizendo por aí que estou precisando de chapeuzinho novo...



Ai, ai, ai! Não se ofenda mamãe, mas se continuar neste ritmo, quando você terminar meu cachecolzinho eu já vou ter feito meu pé de meia!

3 de novembro de 2009

La domenica con gli amici


Domingo passado fomos almoçar num sítio comunitário aqui perto de casa. Depois de matar a minha pouca fome, passei de um colinho a outro,



ganhei um chapeuzinho 100% hippie para passear com o meu conversível,



descobri de onde vêm as laranjas e, naturalmente,



aproveitei para apresentar o meu novo aparelhinho a alguns dos nossos amigos, todos muito curiosos em saber como ele funciona. Tenham calma titios, ao poucos vamos descobrindo juntos.



Por enquanto, apreciem meu novo visual!