25 de setembro de 2009

Esperando um trem de coisas boas

Não sumiu mas diminuiu. O curativo que os médicos me puseram agora que os pontos já estão fechados é bem pequeno e serve apenas para impedir que meus lindos e frenéticos dedinhos levem germes para dentro do meu ouvidinho. Agora é só deixar crescer a cabeleira e, claro, esperar pelo meu tão aguardado - e moderníssimo - aparelhinho de ouvir...

Enquanto aquele trem lá não chega, o jeito é embarcar nos que já estão passando pela minha vida, como por exemplo este Eurostar aí, que nos levou até Ferrara.



Ao contrário das cinco horas de carro, desta vez a viagem durou só três horas e eu nem tive que ficar o tempo todo sentadinha. A mamãe e o papai tiveram a alegria de ficar o tempo todo comigo no colo, passando de um vagão a outro.

Levei-os para tomarem um cafezinho,



para lerem os jornais do dia,



enfim, nos divertimos todos,



e eu nem precisei pagar o bilhete!!

21 de setembro de 2009

A espera de mudanças. Ou de uma TV sem fio.


Meu visual de enfaixadinha está comos dias contados. Amanhã iremos para Ferrara para o primeiro controle após a minha cirurgia e para retirar o curativo.



Mas ao contrário do que estava previsto, ainda não será desta vez que os médicos irão ativar o meu aparelhinho de ouvir. Isto porque um novo modelo de implante coclear, menor do que o atual, estará disponível a partir do próximo mês. Apesar da ansiedade - e com o aval dos médicos -, a mamãe e o papai decidiram esperar pelo novo aparelho, ainda que isto signifique mais algumas semanas sem que eu ouça nadinha, o que, na minha idade, representa um tempo enorme.



Por isso, até lá, a vida vai ser a de sempre: vou continuar a usar a prótese do ouvido esquerdo muito menos que o necessário (é que, não achando muita graça naquele aparelhinho, não o deixo na minha orelhinha "de-jei-tim-nin-um") e aproveitando pouco as sessoes de fonoaudiologia.



Então é melhor eu pensar em meus objetivos imediatos como, por exemplo, superar os obstáculos (ou a bravura da mamãe) e alcançar os fantásticos fios, cabos e tomadas que ficam escondidinhos atras da tevê aqi de casa...



Alguém aí tem alguma dica de como eu posso chegar até eles?

18 de setembro de 2009

Bolsa de mulher


Na minha, só levo o básico: além das fraldinhas, os óculos de sol, uma escova de cabelos, o celular, as chaves, um suquindo de fruta e, claro, um livrinho pra passar o tempo.



Bom fim de semana!

15 de setembro de 2009

Esqueceram de mim


Comer chocolate, goiabinha, brigadeiro, tomar cola-cola, subir escada e passar batom são coisas que eu ainda não tinha feito - e continuaria sem fazer sabe-se lá até quando! - se a vovó Iara não tivesse passado por aqui. Esvaziar completamente as gavetas da cozinha da mamãe - até o último guardanapinho - também foi possível graças à cumplicidade da tia Zelinda que, pacientemente, colocava tudo de volta no lugar certo até aprender a posição exata de casa tapawerzinho!

E bem agora que eu já estava acostumada a ser tratada como gente grande elas simplesmente pegaram as malas e foram embora. Vão passear pela Espanha, Portugal e Marrocos, ó céus!, sem mim!!!

Tudo bem, elas podem até ter me esquecido aqui, mas esta é só a primeira parte do filme...



Agora que sou emancipada, a gente vai se ver lá no Brasil!

12 de setembro de 2009

Auguri!

A mamãe e o papai da minha amiga Matilde vão se casar hoje.


A festa vai ser fora de Roma, mas nós não iremos porque o papai prefere não dormir fora de casa enquanto eu estiver com o ouvido enfaixadinho. Por isso mando aqui um beijo aos titios e fico torcendo pra que a família logo logo aumente!

8 de setembro de 2009

A turma da Alessia


Desde que certas personagens brasileiras chegaram aqui para me visitar, meus dias têm sido um verdadeiro desenho animado, com direito a algumas trapalhadas, uma pitadinha de fantasia e, principalmente, muita diversão!

A vovó Iara e a tia Zelinda estão nos paparicando pra valer e, além disso, trouxeram com elas carinhosas saudações e o afeto de todas as outras titias que eu tenho no Brasil e que ainda não conheço. Enfim, por aqui estamos todas muito bem enturmadas!

Algumas, como vocês podem notar, até demais...








Aproveito para mandar um beijinho a todos vocês que gostariam de estar participando juntinho comigo destes momentos tão importantes pra mim!

5 de setembro de 2009

A antipatipa em pessoa

Pasme! (ou, se você for criança, morra de inveja) com o que eu vou te contar: a minha pediatra, por ser homeopática, não dá injeções nunca. E quando eu digo nunca é nunca mesmo.

Aqui na Itália, além da minha médica, que acreditamos ser a única, as farmácias também não oferecem este serviço: quando alguém precisa tomar injeção vai ao hospital ou recorre a uma tia, à cunhada, à vizinha, ou, o que é mais comum, a um amigo que já tenha aprendido esta arte usando o próprio bumbum. Outros, como o papai, procuram enfermeiros em anúncios ou telefonam às farmácias pedindo indicações de profissionais experientes que possam atender na zona da própria residência. Enfim, agora que já recebi alta e estou em casa, o papai encontrou uma enfermeira pra vir me dar o antibiótico durante os próximos três dias.

Ao contrário da minha médica, que sabiamente se recusou a dar uma picadinha num bumbunzinho tão fofinho como o meu, a moça que aceitou este serviço só poderia ser mesmo muito antipática. Vocês não acham?

3 de setembro de 2009

A enfaixada mais bonita do hospital


Como vocês podem notar, estou me recuperando muito bem da operação. A preocupação maior da mamãe já passou, não tive dores nem problemas com a anestesia. A atenção agora é para que eu não durma nem apóie a minha cabecinha do lado operado e que tenhamos muito cuidado durate a troca de curativos para afastar os riscos de infecções.

Continuo de ótimo humor e dando tchauzinho a qualquer pessoa que eu encontre pelos corredores do hospital. No começo as pessoas ficam surpresas ao me verem tão pequeninha e com um turbante tão grande (uma velhinha preocupada perguntou à mamãe: "ô minha senhora, ELE caiu, foi?) mas logo caem na risada ao me verem batento palminhas, cheia de animação. Pra mim, a única diferença é que nestes dias ando um pouquinhomaisgrudadada com a minha mamãe, que agora me chama de "a enfaixadinha mais bonita do hospital".



Mas não sou a única. Outras duas crianças que fizeram o implante com o prof. Martini nesta semana também estão com um ouvido enroladinho e se recuperando muito bem. Uma delas é um bebezinho de dois anos (nascido quase tão pequenino quanto eu e que também é seguido pela minha fonoaudióloga em Roma) e que ontem fez o seu segundo implante coclear!

Mas vamos com calma. Minha única pressa, por enquanto, é receber alta e ir continuar a bagunça lá em casa...

1 de setembro de 2009

Evviva!

O pior já passou. Uma passadinha rápida por aqui só pra dizer a vocês que a cirurgia correu bem e que acordei da anestesia com ótima disposição. Voltaremos aqui com mais calma, mas não antes de deixarmos o registro deste momento importante.

Aviso: Quem não quiser me ver de turbante não desça a página e volte aqui outro dia.

Antes


Depois




O depois do depois, a gente coloca depois.