29 de setembro de 2008

Direto ao ponto


Vou logo avisando, a notícia não é boa: na sexta-feira voltei ao hospital "Bambino Gesù" para fazer os exames de controle e o teste audiométrico confirmou o resultado anterior, ou seja, não escuto bem.

O médico explicou que este teste serve para verificar se os meus ouvidinhos têm algum problema, mas não é capaz de revelar o “quanto” ou “que tipo” de sons eu consigo ouvir. Para saber exatamente que tipo de problema eu tenho é preciso fazer um exame mais profundo (está marcado para o dia 6 de novembro). Só a partir daí os médicos poderão decidir se e que tipo de aparelho vou ter que usar.

A mamãe e o papai estão muito preocupados, mas ainda têm esperança de que o próximo exame possa desmentir os anteriores, pois eles ouviram dizer que este teste às vezes apresenta falhas.

De qualquer modo, seja qual for o resultado, eles sabem que eu escapei de problemas muito, mas muito piores... Enfim, mesmo que eu não consiga ouvir, a mamãe e o papai vão continuar a ser os mais felizes do mundo!

25 de setembro de 2008

Meio ano de vida



Hoje faz seis meses que o mundo ficou mais bonito, perfumado, divertido, alegre, barulhento e emocionante :o)

24 de setembro de 2008

Dieta rigorosamente controlada




Ainda não cheguei ao “spaghetti al sugo”, mas mudaram a minha dieta de novo. Há algumas semanas passei do Mellin 0, leite para bebês prematuros, ao Mellin 1, que é para recém-nascidos e nenês de até seis meses de idade. Como toda mudança alimentar, é preciso tempo para que a minha barriguinha se adapte à novidade. Gostar eu gosto, mas além dos diferentes nutrientes, o novo leite émenos denso que o outro e, por isso, às vezes tenho uns probleminhas de refluxo...

Não é nada grave (o papai já confirmou por telefone com o Dr. Salvatore) mas a mamãe fica ainda mais de olho em mim. Além de me colocar sempre de ladinho e com a cabeça mais alta que meu corpinho, ela diminuiu um pouco a quantidade de leite e aumentou o número das minhas refeições. Toda esta precaução porque a pediatra daqui de perto de casa chegou a pedir uma ecografia para verificar se estou (toc! toc! toc!) com algum problema gástrico...Mas não se preocupem, tudo indica que estou bem, afinal, já peso 4.640 gr.

Ps. “A propósito de leite artificial, impossível não pensar nos milhares de bebês que hoje estão doentes por terem tomado leite em pó contaminado produzido na China. Horror dos horrores, o governo chinês sabia que os produtos continham melamina e não fez nada para bloquear a distribuição!! Aonde vamos parar se nem a saúde das crianças está livre da ganância da economia globalizada? E dizer que a culpa é só dos chineses?!!”.

Desculpem o desabafo acima, já falei pra mamãe fazer um blog pra ela...

Bem, esperando que o meu leitinho - e de todos os bebês do mundo - sejam ri-go-ro-sa-men-te controlados pelas autoridades responsáveis, vou lá tomar a minha mamadeira que eu tô é com fome!

21 de setembro de 2008

"A te"


Ouçam aqui a belíssima música de Jovanotti que a mamãe dedica pra mim.

Vejam uma parte da letra em português (numa tradução livre feita pela mamãe), e entendam porquê ela chora cada vez que a ouve.

"...
A você que
Eu vi chorar na minha mão
Frágil que eu poderia te matar
Apertando-te um pouco
E depois te vi
Com a força de um aeroplano
Pegar a tua vida
E arrastá-la a salvo...


A você que me ensinou os sonhos
E a arte da aventura
A você que acredita na coragem
E também no medo
A você que é a melhor coisa
Que me aconteceu
A você que muda todos os dias...
E resta sempre a mesma
A você que é
Simplesmente é
Essência dos sonhos meus
Essência dos sonhos meus..."

15 de setembro de 2008

Quero tirar carta


Hoje eu e a mamãe fizemos o nosso primeiro passeio matinal sozinhas (depois que o papai voltou ao trabalho as nossas companheiras nas voltinhas pelo bairro eram a vovó Iara e a Maria Eduarda...).

Parece uma tarefa simples. E é. Ainda assim a mamãe ficou muito orgulhosa dela mesma. É que, mesmo morando no primeiro andar, para sairmos de casa com o carrinho de bebê temos que superar algumas barreiras físicas (ou “dregaus”, como a Duda prefere chamá-los). Antes de chegar à rua é preciso descer alguns deles até a portão do prédio, mais outros que se encontram logo fora do portão, além de uma pequena escada no jardim do condomínio.

A solução que a mamãe encontrou foi levar as duas partes do carrinho pra fora (uma de cada vez), me deixando sozinha em casa e repetindo maniacalmente pra ela mesma “não esquecer as chaves dentro de casa”, para o caso da porta bater (a mamãe disse que só agora ela percebeu que ter passado um dia inteiro de pijama do lado de fora do apartamento onde morava em Madrid foi a experiência mais útil da vida dela!).

E mesmo que a operação toda tenha durado uns dois minutos (bem menos que o banho dela, digamos), o maior obstáculo, segundo a mamãe, foi afastar o pensamento fixo de que, beeeem naquela hora, eu iria regurgitar e engasgar. Mas é claro que não houve nada disso e que pudemos aproveitar tranquilamente nosso passeio.

A mamãe ficou muito feliz. Ela disse que nem quando tirou carta de motorista a alegria de poder conduzir foi tão grande. Hummm, sei não... Ainda faltam 18 anos, mas continuo achando que tirar carta vai ser mais divertido...

12 de setembro de 2008

Saudades



Eu, a mamãe e o papai estamos jururus porque a vovó Iara e a Maria Eduarda foram embora. Depois de três semanas com elas por aqui, a casa está vazia e silenciosa e estamos sentindo muito a falta delas.

A mamãe me contou que ela sempre fica muito triste quando se separa da mamãe dela. Mas agora, pela primeira vez, ela não vai mais se sentir sozinha (nunca mais, aliás!). Afinal, eu tô aqui fazendo o quê, né não? Vovó, não se preocupe: vou dar bastante trabalho pra ela nos próximos dias, ok?

10 de setembro de 2008

Ela que se cuide...



Vocês não acham que o meu penteado está tão bacana quanto o da Amy Winehouse? Tudo bem que a moça inglesa não é lá um grande modelo de comportamento, mas que ela tem um vozeirão, isso tem. E nisso eu também já estou quase lá...

Ps. Prometo que em breve vou colocar aqui um post pra vocês me ouvirem. Aí então, ela que se cuide!