O post de hoje, início oficial do inverno europeu, era para ter uma linda foto da cobertinha de tricô que a mamãe fez pra mim ao longo dos últimos meses, mas como ela anda sem tempo e como eu estou doentinha de novo, vai ficar pra um outro dia.
Ao invés disso, vou contar sobre o acentuado otimismo dos "nonnos" Lucia e Nicola, que estiveram conosco nos últimos quatro dias. Para a mamãe, a positividade dos meus queridos avós paternos é um tantinho exagerada e às vezes até mesmo descabida. Segundo ela, trata-se de uma característica "veramente napulitana".
Mas vamos ao causo. Mesmo tendo sido avisada sobre a minha febre, diante dos meus lindos olhinhos lacrimosos e brilhantes, o otimismo da nonna via somente "um pouquinho de sono". Para o nonno, a causa da minha alta temperatura era a blusa de lã que eu estava usando. No dia seginte, sem a blusa de lã mas ainda com febre, o nonno questionou a qualidade do termômetro a mercúrio.
E quando a febre volto pouco depois de eu ter tomado a novalgina, a nonna podia jurar que eu não tinha engolido todo o remédio, que qualquer gotinha tinha escapado da colher. E cada vez que eu tossia, o nonno dizia que eu havia engolido mal a saliva e logo me dava um golinho d'água.
Só depois da vinda da pediatra aqui em casa, os nonnos se convenceram que eu estava um pouco doentinha. Mas, felizmente, não se deixaram abater por muito tempo. Em menos de um minuto o nonno já estava novamente radiante: "ah, é la febbre di crescenza", a febre que faz as crianças crescerem! Bendita seja!