O post de hoje, início oficial do inverno europeu, era para ter uma linda foto da cobertinha de tricô que a mamãe fez pra mim ao longo dos últimos meses, mas como ela anda sem tempo e como eu estou doentinha de novo, vai ficar pra um outro dia.
Ao invés disso, vou contar sobre o acentuado otimismo dos "nonnos" Lucia e Nicola, que estiveram conosco nos últimos quatro dias. Para a mamãe, a positividade dos meus queridos avós paternos é um tantinho exagerada e às vezes até mesmo descabida. Segundo ela, trata-se de uma característica "veramente napulitana".
Mas vamos ao causo. Mesmo tendo sido avisada sobre a minha febre, diante dos meus lindos olhinhos lacrimosos e brilhantes, o otimismo da nonna via somente "um pouquinho de sono". Para o nonno, a causa da minha alta temperatura era a blusa de lã que eu estava usando. No dia seginte, sem a blusa de lã mas ainda com febre, o nonno questionou a qualidade do termômetro a mercúrio.
E quando a febre volto pouco depois de eu ter tomado a novalgina, a nonna podia jurar que eu não tinha engolido todo o remédio, que qualquer gotinha tinha escapado da colher. E cada vez que eu tossia, o nonno dizia que eu havia engolido mal a saliva e logo me dava um golinho d'água.
Só depois da vinda da pediatra aqui em casa, os nonnos se convenceram que eu estava um pouco doentinha. Mas, felizmente, não se deixaram abater por muito tempo. Em menos de um minuto o nonno já estava novamente radiante: "ah, é la febbre di crescenza", a febre que faz as crianças crescerem! Bendita seja!
21 de dezembro de 2010
7 de dezembro de 2010
Coleguinhas, preparem-se!
Um dia desses a mamãe foi me buscar na escola e uma das professoras explicou a ela que eu estava com o rostinho arranhado por causa de um "confronto" que tive com um dos meus coleguinhas. No dia seguinte, ao ouvir a mesma história, a única coisa que veio em mente à mamãe foi perguntar se a briga tinha sido com o mesmo coleguinha do dia anterior, cujo nome é mantido em segredo - a sete chaves - pela professora. O "desaforado" (como eu diria) era outro e, assim, a mamãe ficou mais tranquila ao saber que não era nada pessoal.
A mamãe é mesmo um amor: nem passa pela cabeça dela, nem mesmo por um segundo, que a encrenqueira possa ser eu!
Bem, e depois de quase duas semanas sem ir pra escola por causa de uma bronquite chatíssima:
queridos coleguinhas,

aí vou eu...
A mamãe é mesmo um amor: nem passa pela cabeça dela, nem mesmo por um segundo, que a encrenqueira possa ser eu!
Bem, e depois de quase duas semanas sem ir pra escola por causa de uma bronquite chatíssima:
queridos coleguinhas,
aí vou eu...
6 de dezembro de 2010
Furando a fila
Ontem fui ao shopping-center ajudar o papai a escolher um chapéu de presente para o nonno Nicola. O Papai Noel também estava lá, recebendo as cartinhas e tirando fotos com a criançada. Eu também, é claro, quis chegar pertinho e puxar a barba dele.
Mal entramos na fila, a ajudante do "Babbo Natale" nos fez passar na frente das outras crianças. O papai demorou um pouco pra entender que a razão do privilégio eram meus lindos aparelhinhos de ouvido. Ele achou estranho, mas preferiu não contradizer a mocinha prestativa e obecedeu logo a sua ordem. Ao chegar em casa, comentou o fato com a mamãe, que também achou estranho, embora esteja mais acostumada a lidar com estas situações.
Mas o que importa mesmo é a que saí linda da foto!

Vocês não acham?
24 de novembro de 2010
21 de novembro de 2010
9 de novembro de 2010
5 de novembro de 2010
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