21 de novembro de 2010
9 de novembro de 2010
5 de novembro de 2010
28 de outubro de 2010
Trocando pizza por ciabatta
A mamãe também está se acostumando com a minha rotina escolar. Hoje de manhã, mesmo com a toda a correria de sempre, ela se lembrou de me comprar a pizzetta* que outro dia pedi como merenda às "professoras" ao contrário dos insonsos biscoitinhos que a mamãe tem colocado na minha sacolinha.
A mamãe lembrou-se da pizza, mas em compsensação se esqueceu de me trocar a ciabatta*. Cheguei à escola vestindo casaquinho, chapéu e cachecol, como requer a temperatura matutina, e ... chinelinhos! Ela só reparou que tinha esquecido de me colocar os sapatinhos quando chegamos lá. Pelo menos eram chinelinhos fechados...
* mini pizza, geralmente feita com massa folhada e molho de tomate, e que a criançada adora.
* além do conhecido tipo de pão, ciabatta significa também chinelos, sapatos de estar em casa.
25 de outubro de 2010
"Filhinha, quero colo!"
Este período de adaptação à escola - e consequente separação da mamãe - não tem passado desapercebido. De fato, estou um bocadinho mais agarrada a ela. Passo o tempo todo pedindo a atenção dela, em casa só quero comer o que a mamãe me dá e durante as sessões de fono temo que ela desapareça.
Além disso, acordo com maior frequência durante a noite pedindo carinho e soninho nos braços dela. A cena noturna tem se repetido tantas vezes que, por preguiça (ou indulgência?) ou ignorância na arte de educar filhos, a mamãe acaba me levando pra cama com ela.
Pra melhorar a situação, aproveitando que o papai está novamente do outro lado do mundo a trabalho, durmo cada vez mais tempo na cama deles. Esta noite, por exemplo, não dei nem o ar das graças ao meu bercinho. Adormeci e acordei com a mamãe!
Desse jeito vai se difícil ela se acostumar a dormir sem mim, sem o calor do meu corpinho, sem minhas perninhas presas entre as suas, sem esmagar as minhas delicadas mãozinhas, sem beijar o meu rostinho macio, sem ouvir o meu respiro afanado como o seu e sem acordar com meus pezinhos no seu pescoço.
Para não se sentir em culpa por atrasar um pouquinho a minha autonomia, a mamãe se desculpa dizendo que teve que esperar "uma eternidade pra poder me segurar no colo" e acaba se aproveitando... Mas enfim, atire a primeira pedra a mamãe que não quer o colinho dos próprios filhos!
12 de outubro de 2010
Um dia como outro qualquer
Como eu ja havia dito aqui antes, na Itália o dia das crianças não é 12 de outubro. Aliás, não há um "Dia das Crianças". Vai ver é porque, imagino eu, todos os dias do ano são para serem festejados com a criançada (ou pelo menos deveriam ser)...
Bem, como aqui hoje é um dia como os outros, é dia de ir pra escola também. E por falar nisso, já são quase três semanas que frequento o novo "ninho" ("nido", como as creches são chamadas por aqui) e, felizmente, a escola está se adaptando bem a mim.
As minhas professoras já sabem como lidar com meus fantásticos aparelhinhos de ouvido quando eles esbarram em algo e acabam caindo, assim como na hora de trocar a minha roupinha, na hora de rolar pelo chão e na hora de dormir (ou simplesmente brincar de dormir). Isso sem falar das vezes em que algum coleguinha mais curioso os arranca pra poder vê-los bem de pertinho ou das vezes em que fico brava e eu mesma os arranco, desmonto, jogo no chão ou os arremesso contra uma delas.
Mas felizmente estes momentos (geralmente reservados ao aparelho do lado esquerdo, com o qual nao ouço tao bem) são cada vez menos frequentes. A cada dia que passa começo a ouvir melhor com o implante novo e penso duas vezes antes de atirá-lo pra longe...
Enfim, estamos todos nos adaptando muito bem.
3 de outubro de 2010
Primeira lição: propriedade privada
O processo de adaptação à escola tem sido muito gradual (segundo a mamãe até demais!). Ainda não faço o horário integral e, até hoje, só me "apresentaram o ritual do almoço" duas vezes. Deve ser por isso que eu gosto tanto de ir pra escola (além, é claro, do escorregador, da terra do jardim e dos meus coleguinhas, nesta ordem).
Enfim, nestas quase duas semanas de aula a primeira lição que aprendi foi o verdadeiro significado da palavra "mio". Agora aqui em casa (e não só) é tudo "mio", dos brinquedos, à cadeira da cozinha, ao travesseiro da mamãe, até as chaves do carro. "Mio, mio mio"!
Enfim, nestas quase duas semanas de aula a primeira lição que aprendi foi o verdadeiro significado da palavra "mio". Agora aqui em casa (e não só) é tudo "mio", dos brinquedos, à cadeira da cozinha, ao travesseiro da mamãe, até as chaves do carro. "Mio, mio mio"!
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