Felizmente já sarei da gripe e retornei com força total às minhas aventuras cotidianas. Devagarinho, vou contanto aqui as minhas novidades...
Por enquanto, fiquem com uma florzinha!
Não é de propósito (pelo menos não ainda), mas desde que comecei a ir à escola tenho ficado gripada com muita frequência. Febre, dor de garganta, tosse e, mais recentemente, inflamação no ouvido implantado (!) têm deixado a mamãe muito ocupada em tomar conta de mim.
Não deu nem tempo de contar que tive consulta geral no hospital Bambino Gesù e que, apesar de não ter crescido muito, os médicos disseram que estou muito bem e que sou realmente muito sortuda em estar tão bem tendo nascido tão pequenininha! O oculista disse que meus olhinhos também vão muito bem e que eles tiveram muita sorte em serem curados em tempo. E, pela enésima vez, repetiu que não sou estrábica. A mamãe, porém, continua me vendo um pouco vesguinha.
A psicóloga disse que estou evoluindo bem e que estou apenas um pouquinho abaixo dos testes correspondentes à minha idade, pois os quesitos não separam a capacidade cognitiva daquela linguística, onde, por razões óbvias, ando um pouco atrasadinha. A única recomendação à mamãe e ao papai é estarem atentos à minha hiperatividade e pouca concentração.
A mamãe e o papai estão estão muito orgulhosos de mim e disseram que têm muita sorte em me terem como filha!
Com sol ou com lua,
em casa ou na rua,
esta é a minha roupinha preferida!
Demorou mas voltei pra contar algumas das minhas peraltices em Ischia. Durante a minha estadia no hotel fui o tormento, não apenas da gatinha que circulava pelo jardim e que se arrepiava cada vez que me via pela frente, mas também de todos os garçons que cruzaram o meu caminho, não por ter decorado a cortina branquinha do restaurante com lindas manchinhas de morango ou por ter quebrado algumas louças (nestes casos a culpa é da mamãe, que vive dando bobeira...), mas porque todas noites eu insistia em jantar no mesmo lugar: sentadinha no degrau de acesso à cozinha (e passagem de bandejas enormes e cheinhas), de onde eu podia observar o panorama e fazer as minhas várias gracinhas para os diversos hóspedes, velhinhos e velhinhas, incluindo o "nonno" e a "nonna".
Também ajudei a tia Milena a trocar a fraldinha do priminho Valentino. Não sei porquê, mas todos caíram na risada quando tentei livrar o pequeno Valentino daquela coisinha que ele exibia entre as perninhas, puxando o intruso com a minha mãozinha...
Mas voltemos ao passeio turístico... Como o tempo não estava bom para nadar no mar, passei bastante pela praia,

Corri e brinquei pelas ruas da cidade,

Posei para fotos,

Arranquei, ooops peguei emprestado, a bicicleta de um amiguinho e acelerei...

Fiz amizade com um lindo cãozinho, morador da praça principal, e que levantava as patinhas pra mim pedindo carinho,

De cima pra baixo, de baixo pra cima: queixinho, boquinha, narizinho e olhinhos. Não sobrou nada: nem sequer um pedacinho do meu rostinho ficou de fora da enorme lambida que recebi do meu amigo cão de rua!

Mas como assim, ainda nem começamos e você já se cansou?

Enfim, me diverti muito. No final da viagem, todos estavam cansados, menos eu. E antes que eu resolvesse explorar cada cantinho do ferry boat, ou saltar de lá de cima, a mamãe achou melhor me colocar em segurança, no carrinho.

E pra passar o tempo durante o trajeto, a mamãe meu deu uma ótima idéia: escrever um dário de bordo. Olha ele aqui:
O meu presentinho do Dia das Mães. Segundo ela,

o mais lindo que ela já recebeu em toda sua vida!
Eu e a mamãe estamos muito felizes por podermos passar o Dia da Mães juntinhas, mas o nosso pensamento hoje vai para todas as mamães que não terão a mesma sorte, uma delas em particular que, por um erro médico ainda inexplicado, não chegou a abraçar o seu bebezinho. Desculpem-nos a nossa tristeza.