Amanhã será um dia muito importante pra todos nós, pois iremos saber se eu consigo ouvir ou não. Como eu havia dito, embora os exames anteriores tenham revelado a existência de problemas nos meus dois ouvidinhos, eles não eram capazes de determinar a gravidade do distúrbio. O teste de amanhã, portanto, será mais detalhado.
Para poder fazer o exame é preciso que eu esteja dormindo profundamente . Deste modo, a preparação inclui muitas horas sem dormir e, o que é pior, em jejum. Tudo isso para que eu chegue lá exausta e faminta e “desmaie” assim que a mamãe me der a mamadeira. Se nada disso funcionar e eu acabar despertando durante o teste, os médicos deverão me sedar.
A mamãe e o papai não vêem a hora que eu faça o exame. Eles têm a impressão de que eu consiga ouví-los, mas é preciso ter certeza, pois em caso de distúrbios, quanto antes inteviermos com o uso de aparelhos e sessões de fonoaudilogia melhor será a minha adaptação.
De qualquer modo, seja qual for o resultado, a mamãe me garantiu que nada vai mudar na nossa vida: a minha rua vai continuar sendo ladrilhada com pedrinhas de brilhantes e os olhos dela vão continuar a se encher de lágrimas pela alegria de poder me pegar no colo e cantar pra mim. E isso não tem nada a ver com escutar ou não...
5 de novembro de 2008
1 de novembro de 2008
Brincadeira tem hora. Aqui em casa começa às 4h

Eu já disse a vocês o quanto é bucólico o outono por aqui e como seres de diferentes espécies estão se preparando para a próxima estação. O que eu ainda não contei é que os dias estão ficando mais curtos a medida que o inverno vem se intrometendo...
É bem verdade que os raios de sol, por chegarem até nós de forma mais oblíqua, conferem ao dia uma luz mais difusa e que tudo fica parecendo ter menos contrastes, inclusive a vida. Em compensação, o dia dá lugar à noite antes da hora certa. E isso tudo me dá um sono danado.
Para piorar, o “horário de verão” terminou há uma semana e, daqui até o final do inverno, vai anoitecer cada vez mais cedo. O resultado é que, segundo a mamãe, eu caio no sono antes da hora devida. Ela disse que não devo mais me adormentar com o pôr-do-sol que é pra eu não acordar mais de madrugada achando que 4h é um bom horário para brincarmos...
Segundo a mamãe, eu, ao contrário dela, vou poder me acostumar desde pequena a ver a noite empurrar o dia sem nenhuma cerimônia e vou até achar natural. Humm... pode até ser, mas até lá acho que quem vai ficar com sono é ela. Porque brincadeira tem hora. E aqui em casa, se começa cedo! :o)
26 de outubro de 2008
23 de outubro de 2008
A cigarra, a formiga e eu

Por aqui estamos em pleno outono e quem não é cigarra, ou pássaro migratório, já se prepara para a chegada do inverno: as árvores perdem suas folhas, as formiguinhas levam para casa as últimas migalhinhas, o papai capricha ainda mais no cardápio dos adultos daqui de casa, a mamãe lota o guarda-roupa com cachecóis e blusas de lã e eu tomo a minha vacina Synagis para não pegar a tal da bronqueolite. É que os bebês prematuros como eu são mais propensos a terem problemas respiratórios...
Na verdade não é uma vacina, pois não contém nenhum vírus para a produção de anticorpos, mas sim anticorpos prontos e que, portanto, sobrevivem no meu corpinho apenas por um mês. Resumo: até o final do inverno serão seis doses. Trata-se de uma medicação muito particular, feita em pouquíssimos hospitais, que requer tempo de espera (a substância pode levar até quatro horas para ser dissolvida antes de poder ser injetada) e, se não fosse pela dor da injeção, sem contra-indicações.
Além de tomar esta medicação, a médica disse que devo evitar lugares fechados e o contato com outras crianças. Ela aconselhou que a nossa casa seja sempre muito arejada, que a mamãe lave meu narizinho várias vezes por dia e que eu faça muitos passeios pelos parques, mesmo com frio. Portanto, eu e a mamãe já estamos com as nossas luvas e cochecóis preparados: o espetáculo das formiguinhas que fazem malabarismo no tapete vermelho de folhas secas vai estar em cartaz só mais uns diazinhos...
17 de outubro de 2008
Não, não é a “campanha do agasalho”

Antes que vocês pensem que estou promovendo a “campanha do agasalho”, devo lembra-los que sou uma mocinha muito sortuda: o meu armário tem mais ropinhas do que eu preciso ou consigo usar. Por isso, o detalhe acima não é por falta de opção de roupas: ou a mamãe estava distraída quando me vestiu ou eu cresci do dia pra noite (o papai apostaria na primeira hipótese...).
A mamãe, que vive dizendo que sou linda dos poucos fios de cabelo até a pontinha do pé, achou o meu dedinho pra fora maravilhoso e não resistiu em registrá-lo. Já o papai, vaidoso como impõe o seu sangue italiano, não vai gostar muito de ver meu pezinho tão mal vestido... Mas convenhamos, o meu dedinho não é um charme?
15 de outubro de 2008
Dia sim dia não

Alessia: -Zzzzz... zzzz...
Papai: -Amore, é hora de dar banho na Alessia!
Mamãe:- É, mas ela está dormindo tão profundamente...
Alessia: -Zzzz... zzzz... zzzzzzzz...
Papai: -Humm...Então não sei se vale a pena acordá-la...
Mamãe:- Tem razão, podemos pular o banho hoje e depois lavá-la por pedacinhos. Mas só hoje! (sic)
Alessia: -Miau miau miau!
13 de outubro de 2008
Petulância
Assinar:
Postagens (Atom)


